quarta-feira, 21 de julho de 2010

Morte

Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena. Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que a morte causa em todos os que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um cliche. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.

(Pedro Bial)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fidelidade/Lealdade

Eu andei procurando alguns textos sobre fidelidade, ou lealdade, mas não achei nada que tenha conseguido expressar o que está na minha mente, então vou falar por mim mesma.Eu preciso escrever algo sobre isso, afinal ser fiel/leal, é uma das coisas mais importantes para mim, não só no sentido de relacionamentos amorosos, mas também fiel às amizades, à minha família... Hoje, numa conversa com o meu amor, eu perguntei a ele se ele confiava em mim, se ele acredita que eu seria incapaz de trai- lo de qualquer forma, tanto no sentido de parceria no amor quanto no sentido de amizade, ele me disse que confia em mim, mas que não colocaria a ' mão no fogo '. Bem, eu não posso obriga- lo a nada é claro, até porque hoje em dia, pra ser bem clara, tá foda, as pessoas se perdem o tempo todo, e não se perder no sentido de rumo para algum lugar, e sim no sentido de pensamentos, pense, será que ninguém entende que ao trair, ao ser infiel e desleal machuca? Tanta gente não se coloca no lugar daquela que está sendo feita de trouxa. Eu fico indignada com infidelidade, é algo monstruoso pra mim, e se isto soa como se eu estivesse nos anos 50, 60 ou 70 seja lá o que for, não me importa, eu sou à moda antiga, eu vivo assim, no quesito de relacionamentos, dizer nunca pode ser recebido como algo muito forte, mas enquanto eu manter minha sanidade, enquanto minha mente funcionar perfeitamente, eu não garanto à ninguém, e sim à mim mesma, que serei fiel e leal para com todos aqueles que estão à minha volta e gozam de minha inteira devoção... Não é da minha índole agir de certo modo sabendo que talvez eu possa ferir alguém, não é do meu feitio, ignorar os sentimentos de uma pessoa que talvez tenha sentimentos por mim, por apenas um capricho ou por ser uma completa idiota, não, não e NÃO... Porém, isso vem de mim, e nada no mundo pode me dar a garantia que por eu pensar e agir deste modo, as pessoas em minha volta também serão assim, isso é ruim demais, saber que você deposita sua confiança em alguém, mas SEMPRE tem aquela porcaria do 'pé atrás' , mas, não sei se é uma qualidade ou um defeito, o caso é que eu tenho facilidade em confiar nas pessoas, confio no meu amor, mas ao mesmo tempo que confio não posso ser cega, e às vezes, ouvir alguém que pouco pode opinar de que eu confiar nele estou sendo burra, é até engraçado, portanto, eu ocupo minha mente, penso sempre que eu não tenho o porque ficar pensando certas besteiras afinal, no fim de todas as histórias, a gente sempre acaba sozinho, não digo que sozinho para sempre, mas sempre vai ter a hora que você é seu único amigo, e é por isso que eu não esquento minha cabeça, eu sempre achei q continuarei achando infidelidade e deslealdade umas das coisas mais ridículas que alguém pode fazer, mas, isso vai de cada um, não ficarei viajando nessas besteiras, me tornando uma paranóica, penso que dou motivos para que gostem de mim, para que queiram ficar ao meu lado, dou motivos ao meu amor pra que ele queira somente a mim, assim como quero somente ele, e assim eu sigo, e se pensar desta forma me torne boba, pelo menos sendo boba eu não machuco os sentimentos de ninguém.

(Camila Medina)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Passou, mudou e melhorou...

Não sei se ruim ou bom, o que sei é que só eu sei do que passei, que tudo aquilo guardo comigo e todas as vezes que paro pra pensar em tudo, é como se vivesse cada segundo outra vez. Uns machucam só de lembrar e outros me arrancam sorrisos. Eu sei da dor, sei do amor, sei da queda e das vitórias, sei do que vivi. Mãos estendidas e a falta delas tantas vezes, eu queria poder gritar, mas o silêncio era meu amigo naqueles tempos. Diria o que, afinal? Não sairia gritando a todos o que me matava todos os dias por dentro, sabia que ninguém curaria. Qualquer um diria que tudo iria passar, mas eu sabia que não passaria, que continuaria doendo por muito mais tempo. Sorri tantas vezes, tive quem queria e quem não queria por perto e mesmo assim, faltava alguém, faltava algo..havia um vazio. Não sei porque há tanto tempo senti isso, mas senti. Senti como se estivesse só em meio a toda essa gente, como se um pedaço de mim estivesse distante, em algum lugar inalcansável que sequer sabia onde ficava. Quis me encontrar em pessoas e lugares, me encontrava e logo via que não era exatamente o certo. Talvez eu fosse a única louca, que viajava sozinha em seus sonhos e reflexões. Tudo o que passei, ganhei e perdi cabe somente a mim. Sei que vivo tanto, mas que vivi tão pouco, pouco do que eu gostaria ter vivido. Não cheguei onde queria, aliás, não sei onde quero chegar, mas chegarei. Ah sou mulher, e como todas, tenho esse coração pulsando segredos.

(Artista Deconhecido)

Mas enfim posso dizer que muitos dos meus tormentos passaram, há anjos pela vida, anjos que esbarram em nós e que às vezes custa para percebemos o quanto eles podem nos ajudar, você se ve com vontade de estar sozinha, mas ao mesmo tempo sentindo saudade de algo que não tem nem nome certo, no dia 07/03/2010 mais uma prova de que anjos existem surgiu em minha vida, não sei quanto tempo ele estará ao meu lado, de maneira alguma tenho poderes para prever isto, mas sei que enquanto ele está aqui e em todos os momentos que eu vivo com ele, me fazem sentir nova, como se nunca tivesse chorado por ter meu coração machucado... Eu amo meu anjo, e eu sentia a falta dele antes mesmo de conhece - lo, e agora só tenho a agradecer pelo destino ou pelo simples acaso te- lo colocado em minha vida... s2

(Camila Medina)

Introdução...

Aqui estarão meus sentimentos em forma de letras, explicados em textos feitos por mim ou algo escrito por alguém que eu me identifique, logo mais posto alguma coisa =)

" As pessoas escrevem coisas que não conseguem dizer... "

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Desentendimentos

Se nos amamos, por que brigamos?
É difícil entender que um casal que se ama se desentende. Por outro lado, é freqüente ver casais que vivem brigando e não se deixam. Há uma explicação bem lógica para isso: o amor! O verdadeiro amor, que faz com que as pessoas continuem juntas apesar de todos os desentendimentos.
Porque amar é justamente saber aceitar as diferenças. Amar é aprender a superar desafios e fazer compromissos.
Quando nos apaixonamos por alguém, tudo é maravilhoso. Só vemos beleza, um diamante que brilha de todos os lados. Então, depois que os primeiros encantos passam, vamos conhecendo melhor a pessoa. E vemos que aquele diamante não era tão lapidado assim. O inverso acontece também, a visão que o outro tem da gente muda. Talvez por que tenhamos a mania de enfeitar um pouco no início, até que o hábito de estar juntos se instala e ficamos menos cuidadosos. E quando começamos a mostrar nosso verdadeiro eu e ver o verdadeiro eu da pessoa amada, então o relacionamento pode entrar em choque. Se houver amor, ele perdura; se não, ele acaba. É, por assim dizer, um teste de resistência: será que amamos tanto ao ponto de aceitar o outro do jeito que ele é? Os que se amam verdadeiramente aceitam-se, fazem compromissos; podem até não mudar completamente, mas se esforçam por amor ao outro.
Deus não nos fez iguais, Ele nos fez parecidos. Se fôssemos iguais, não precisaríamos da outra parte, nos bastaríamos de forma narcísea. Encontramos na nossa metade aquilo que precisamos e não temos. As diferenças tornam-se riquezas no relacionamento. E todo mundo sabe que o bom mesmo de uma briga é a volta. Poucas coisas são comparáveis ao prazer de estar nos braços de quem amamos depois de uma reconciliação.
O amor é algo que deve nos completar, ser uma extensão de nós; buscamos no outro o que nos falta e vice-versa. Brigas são normais e, por que não dizer, até mesmo positivas, se não forem em excesso. É a pitada de sal ou pimenta que dá um gosto especial a um relacionamento insosso e monótono.



(Letícia Thompson)